EFEITOS DO TREINAMENTO RESISTIDO NO CONTROLE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Palavras-chave:
Treinamento Resistido, Hipertensão Arterial, Pressão Arterial, Exercício FísicoResumo
A hipertensão arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível de elevada prevalência e
morbimortalidade, cujo controle envolve, além da terapia medicamentosa, modificações no
estilo de vida, entre as quais se destaca o exercício físico. Este artigo teve como objetivo
verificar, a partir da literatura científica, os efeitos do treinamento resistido (TR) no controle da
hipertensão, analisando os mecanismos fisiológicos envolvidos, os protocolos empregados para
a redução da pressão arterial (PA) e as recomendações para a prescrição a pessoas hipertensas.
Trata-se de uma revisão bibliográfica com busca sistematizada nas bases LILACS, SciELO,
PubMed, Google Acadêmico e em repositórios institucionais, contemplando publicações de
2015 a 2025. Das 1.725 publicações identificadas, seis estudos foram incluídos e analisados de
forma descritiva e interpretativa. Os estudos convergiram ao indicar que o TR praticado
regularmente reduz a pressão arterial sistólica e diastólica de repouso, com reduções de 7,26
mmHg e 4,84 mmHg em idosos hipertensos e de 3,38 mmHg e 1,95 mmHg em metanálise de
ensaios clínicos controlados randomizados. Os mecanismos apontados incluem adaptações
vasculares, estruturais e neuro-humorais, redução das catecolaminas e da resistência periférica
total e melhora da sensibilidade à insulina. Os protocolos predominantes envolveram duas a
três sessões semanais, três séries de 8 a 12 repetições e intensidade entre 60% e 80% de uma
repetição máxima (1-RM), por 12 a 16 semanas. Conclui-se que o TR, prescrito em intensidade moderada e com acompanhamento profissional, constitui estratégia não farmacológica eficaz e
complementar ao tratamento medicamentoso, embora sejam necessários estudos que avaliem
seus efeitos de forma isolada.

