EFEITOS DA MUSICOTERAPIA NO TRATAMENTO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA
Palavras-chave:
Desenvolvimento Infantil, musicoterapia, transtorno do espectro autistaResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se por alterações no
neurodesenvolvimento que podem repercutir em diferentes áreas da vida da criança,
especialmente na comunicação, na interação social e nos aspectos cognitivos e
emocionais. Diante da diversidade das manifestações do transtorno e da necessidade
de intervenções que considerem as particularidades de cada indivíduo, a
musicoterapia apresenta-se como uma possibilidade de intervenção complementar no
processo terapêutico de crianças com TEA. Este estudo teve como objetivo analisar
os benefícios da musicoterapia no tratamento de crianças com Transtorno do Espectro
Autista. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, cuja busca foi realizada nas
bases de dados SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Periódicos CAPES,
considerando publicações nos últimos 10 anos. Utilizaram-se os descritores
"Musicoterapia" AND "Autismo" AND "Criança", combinados por meio dos operadores
booleanos. Foram encontrados 160 artigos, dos quais, após a aplicação dos critérios
de inclusão e exclusão, restaram 4 artigos elegíveis para análise final. A análise da
literatura evidenciou que a musicoterapia pode favorecer aspectos importantes do
desenvolvimento infantil, destacando-se contribuições relacionadas à comunicação, à
interação social, à expressão e ao desenvolvimento global de crianças com TEA.
Apesar dos achados favoráveis à prática da musicoterapia, também foram
identificadas lacunas durante a pesquisa, principalmente relacionadas à escassez de
estudos sobre o tema. Os achados desta revisão, embora baseados em um número
reduzido de estudos, apontam indícios favoráveis quanto à contribuição da
musicoterapia para aspectos centrais do desenvolvimento infantil de crianças com
TEA — especialmente comunicação, interação social e expressão. A escassez de
produção científica sobre o tema, entretanto, reforça a necessidade de novas
investigações que aprofundem e consolidem essas evidências, de modo a fortalecer
a musicoterapia como prática complementar no cuidado dessa população.

